As professoras do curso de Comunicação Social da UNIPAC, Marina Magalhães e Margareth Marinho, foram vencedoras do prêmio nacional Rumos Jornalismo Cultural, do instituto Itaú Cultural, edição 2007/ 2008, com trabalhos acadêmicos distintos sobre o ensino do jornalismo no Brasil. Em todo o país foram premiados 9 professores, sendo cinco de Minas Gerais.
O prêmio teve participação de 98 Faculdades de 64 cidades em 25 estados. A Unipac foi destacada por ter duas premiadas, por coincidência, uma vez que os traba1hos são identificados por números e os envelopes com os nomes são abertos somente, após a seleção.
O objetivo do prêmio é incentivar as criações artística intelectual brasileira, mapeando talentos nas áreas de expressão e do conecimento, promovendo a formação, divulgação e a articulação entre os premiados.
Os vencedores terão seus trabalhos publicados no site www.itaucultural.org.br/rumos2007 e um livro impresso, além de receber direito autoral, livros, assinatura de revistas científicas e participação em eventos de jornalismo nacional e internacional, pelo período de um ano. O primeiro, o Colóquio de Jornalismo Cultural, acontece em São Paulo, de 5 a 8 de dezembro.
INCLUSÃO SOCIAL
A professora Marina foi premiada com o trabalho "Jornalismo cultural: uma proposta de inclusão social" onde discute as dificuldades e possibilidades do ensino do jornalismo cultural para uma nova demanda de jovens que estão chegando às universidades pelo lento processo de democratização do ensino superior.
A professora acredita que o "ensino para ser eficiente - formar cidadão competente e ético- precisa partir do que o aluno traz de sua vida anterior e interior, do seu conhecimento pré-existente. O ensino que impõe métodos, técnicas e teorias de uma cultura dominante só reproduz esta desigualdade. O ensino deve valorizar e agregar o saber já existente e não impor uma cultura".
RELEITURA CULTURAL
A professora Margareth Marinho, foi selecionada com o trabalho "Leituras e cultura em pauta na (in) formação do jornalismo cultural", onde relata a sua experiência em sala de aula com várias dinâmicas e atividades que levam o aluno a pensar, refletir, aplicar e entender a diversidade cultural.
Ela explica que "o trabalho faz uma reflexão sobre um dos maiores problemas do brasileiro: a falta de leitura e como esta afeta o desenvolvimento e a apropriação de cultura e cidadania". Ela apresenta alguns trabalhos desenvolvidos com os alunos de Comunicação Social voltados para as práticas de leituras que constituem a matéria prima do jornalismo cultural e alia informação, crítica e entretenimento.
QUALIDADE DO ENSINO
Para as professoras a premiação, mais que um reconhecimento pessoal é um indicador de que o trabalho em sala de aula está dando resultados e que estão contribuindo para a formação de jornalistas mais completos e capacitados para lidar com as grandes desigualdades da sociedade, que também são da mídia. Além disto, mostra que pesquisa e qualidade do ensino não dependem se a faculdade pertence à rede pública ou particular. Dos nove professores premiados seis lecionam em faculdades particulares.





